Revisão Bibliográfica de Literatura Evolucionista

A coleção “Pensamento Científico” da Editora Universidade de Brasília tem publicado interessantes obras, que no fundo têm a ver sempre com a controvérsia entre as estruturas conceituais evolucionista e criacionista. Uma delas, já em segunda edição, a “As Origens da Vida: Moléculas e Seleção Natural”, de autoria de Leslie E. Orgel.

Num dos capítulos desse livro, que se ocupa de maneira mais específica da Seleção Natural, o autor tece considerações que se incluem no título desta Notícia.

É interessante verificar que, apesar de defender a Seleção Natural como mecanismo da Evolução (como não poderia deixar de ser, em virtude de sua posição filosófica a respeito da questão das origens, a qual transparece em todo o seu livro), o autor é suficientemente honesto para reconhecer que muitos filósofos afirmam existir um paradoxo na Teoria da Evolução (página 154 da segunda edição).

E numerosos outros questionamentos poderiam ser trazidos à baila, exigindo talvez mais espaço do que o circunlóquio evolucionista!

Enfim, a conclusão é que de fato existe um paradoxo na Teoria da Evolução, que somente seré superado com a mudança da estrutura conceitual sobre a qual ela se apoia.

A respeito da Notícia acima, em contraposição à obra de Leslie E. Orgel que foi analisada com relação à questão da finalidade ou do desígnio, valeria a pena ler o livro de autoria de Michael Behe, intitulado “A Caixa Preta de Darwin – O Desafio da Bioquímica à Teoria da Evolução”, publicado pela Jorge Zahar Editora, onde este biologista evolucionista levanta numerosos questionamentos aos parâmetros básicos da Teoria da Evolução.