Esta Nota Editorial reproduz uma parte da palestra proferida pelo Editor, Ruy Carlos de Camargo Vieira, por ocasião do “I Encontro UNISA de Criacionismo”, realizado em São Paulo, no Campus II da Universidade de Santo Amaro, nos dias 23 e 24 de outubro de 1998

Nela o autor analisa a raiz latina da palavra Ciência e destaca que em sua origem ciência tinha a ver com a capacidade de decisão e o livre arbítrio. Daí a árvore da ciência do bem e do mal estar relacionada tanto com o conhecimento quanto com a decisão então tomada.

O primeiro sentido de ciência nos textos bíblicos é portanto conhecimento, que em outras passagens é traduzido também por sabedoria e entendimento. Outro sentido é o de encantamentos, artes secretas, ou artes mágicas, como aparece ao se referir às ciências ocultas dos egípcios no livro do Êxodo. Outro, ainda, é habilidade, capacidade para executar obras de arte, como aparece com relação aos artífices que colaboraram para a execução do Templo de Jerusalém.

Fica claro, no contexto, que a acepção moderna da palavra ciência é algo muito específico e limitado, em face da abrangência do sentido original da palavra.