O propósito do artigo, é proceder a uma revisão da literatura relevante relacionada com o uso da ciência e da teoria evolucionista como base para o desenvolvimento de uma concepção pessoal de mundo. O desenvolvimento de uma concepção pessoal de mundo, útil e coerente, constitui parte importante do crescimento intelectual e espiritual. É importante também que as pessoas sejam capazes de discernir as concepções de mundo dos outros. Destaca-se que a formação de uma moderna concepção de mundo requer mais do que a compreensão da ciência e da teoria da evolução. Devido ao fato de que a formação de uma concepção de mundo tem a ver com a questão da verdade, somente uma concepção baseada no criacionismo será frutífera. A ciência em si e por si é incapaz de criar uma concepção de mundo útil, devido à sua natureza subjetiva.

O autor procede inicialmente a uma revisão crítica da literatura mais relevante relacionada com o uso da Ciência e da Teoria da Evolução para o desenvolvimento de uma concepção pessoal de mundo. Destaca que a formação de uma moderna concepção de mundo requer mais do que a compreensão da Ciência e da Teoria da Evolução, pois tem a ver com a questão de que o que vem a ser a verdade, o que por sua vez transcende o âmbito das ciências naturais.

São abordadas as raízes da concepção evolucionista do mundo, após serem destacadas as duas alternativas excludentes entre si – o Criacionismo e o Evolucionismo.

São interessantes as declarações de evolucionistas a respeito da controvérsia entre as concepções criacionista e evolucionista, como a seguinte de Douglas Futyma:

“A Criação e a Evolução, em seu conjunto, exaurem as possíveis explicações para a origem dos seres vivos. Ou os organismos surgiram sobre a Terra plenamente desenvolvidos, ou não. No caso negativo, eles devem ter-se desenvolvido a partir de espécies pré-existentes, mediante algum processo de modificação. Se realmente surgiram em um estado plenamente formado, eles devem ter sido criados por alguma inteligência onipotente”.