Um levantamento crítico dos diversos ciclos relacionados com a matéria e a energia revela que a Terra pode ser comparada a um mecanismo finamente ajustado, de tal forma que desajustes ínfimos podem produzir efeitos adversos críticos para a vida no planeta. Estamos apenas do início do caminho que pode nos levar à compreensão desse complexo equilíbrio e dos seus mecanismos de controle. Neste artigo o autor considera de maneira breve os muitos mecanismos existentes, ilustrando a complexidade do planeta Terra.

O autor, conhecido pelos seus artigos que têm coberto vasta gama de assuntos, ressalta numerosos exemplos que apontam para a existência de um planejamento na criação de nosso planeta, tendo em vista a “complexidade irredutível” que envolve fatores qualitativos e quantitativos que garantem a estabilidade de todos os sistemas físicos, químicos e biológicos existentes para proporcionar a possibilidade da vida em escala planetária.

Dentre outros fatores, são considerados o equilíbrio das temperaturas e dos ciclos geoquímicos, da atmosfera, da hidrosfera e da crosta terrestre, com interessantes detalhes que apontam para um projeto altamente eficaz, cumprindo um propósito e um desígnio.

A argumentação básica desenvolve-se em torno do argumento originalmente apresentado por William Paley em sua obra “Teologia Natural”, publicada no final dos anos 1700. O raciocínio de Paley era que a enorme complexidade do corpo humano aponta para uma realidade que comprova a existência de um Criador, e fazia então a comparação seguinte: Se uma pessoa encontrar um sofisticado relógio na beira da estrada, saberá que se trata de um artefato projetado por um construtor inteligente, por diferir completamente de outros objetos, como uma pedra, por exemplo, na qual não há vestígios evidentes de um planejamento humano.

A mesma argumentação o autor utiliza com relação ao planeta Terra, que na realidade é uma máquina de precisão projetada de maneira muito mais complexa do que um relógio finamente trabalhado.