Entropia é um princípio da natureza em que todas as coisas e seres existentes tendem a se degradar até a extinção. Esse princípio faz parte das terríveis conseqüências da entrada do pecado no mundo. Mas ele terá o seu fim por ocasião da restauração de todas as coisas, com a volta de Jesus a esta Terra, para o estabelecimento de Seu reinado de paz e de justiça.

Com a entrada do mal em nosso planeta, estabeleceu-se uma lei ou um princípio chamado de Entropia, até então desconhecido, com tremendas conseqüências. Este tem levado a natureza como um todo a uma contínua degradação. Diante disto, os seres vivos iniciaram um processo de sucessivas adaptações ao ambiente. O Dilúvio relatado na Bíblia contribuiu para acelerar este processo entrópico e de novas adaptações, criando “habitats” antes desconhecidos, como os da fria tundra, dos secos desertos, das rarefeitas altitudes nos picos das montanhas, e dos escuros abismos no fundo oceânico, bem como alterando o regime de chuvas, de ventos e a composição atmosférica, predispondo o mundo para nocivas radiações, furacões, tufões, terremotos, vulcões, enchentes, entre tantos outros.

O ser humano também tem contribuído para acelerar o processo entrópico ao explorar indiscriminadamente e egoisticamente os recursos da natureza, quer desmatando, extinguindo a biodiversidade, fazendo queimadas, lançando no ambiente enormes quantidades de poluentes que afetam o ar, o solo e a água. Além do mais, ele acelera a sua autoentropia adotando através de sucessivas gerações, hábitos, práticas nocivas, intemperanças e vícios incluindo o uso do álcool, fumo e drogas.

Já no Egito antigo há relatos de afetações humanas resultantes do processo entrópico, com o aparecimento de enfermidades como hemorróidas, pústulas, gangrenas, e tantas outras. Nos dias de Jesus (cerca de quatro mil anos de degradação), Ele encontrou um mundo moribundo, sofrendo de cegueira, surdez, mudez, paralisia, hemorragia, lepra, e até possessões demoníacas.

A Idade Média padeceu com avassaladoras epidemias, endemias e pandemias incluindo a destruição direta do homem através de bárbaras e insanas guerras.

Atualmente, só doenças genéticas já se contam aos milhares, causando abortos espontâneos, natimortos, prematuros, acéfalos, retardados, deficientes físicos e mentais, e outras que só se manifestam na vida juvenil e adulta. Acrescente-se, ainda, o uso da biotecnologia envolvendo experimentos com seres humanos, incluindo a tecnologia do DNA recombinante e a clonagem numa sociedade eticamente frágil e quase amoral. Em muitos casos já é difícil fazer diferença entre sexos, e freqüentemente entre espécies, tal a confusão causada pelo processo entrópico. Literalmente, a natureza “geme”.

Imagine Você vivendo hoje, num processo cumulativo de seis mil anos de entropia, herdando um corpo debilitado física e geneticamente através dos tempos, com limitada capacidade de adaptações, vivendo num ambiente comprometido pela degradação, sujeito a intermitentes agressões químicas (aditivos, radicais livres, hormônios, agrotóxicos, antibióticos e outros mutagênicos, etc.), físicas (radiações, calor, frio, etc.), biológicas (vírus, bactérias, fungos, vermes, parasitas, ectoparasitas, etc.) e psicológicas (violência, medo, “stress”, inveja, ódio, maldade, corrupção moral, frustração, etc.). Não fora a misericórdia divina, e a ação contentora de Seu Espírito, e já estaríamos totalmente destruídos juntamente com este mundo.

Contudo, mesmo nestas condições de extrema entropia a que estamos submetidos, somos convidados a ser Templos de Seu Espírito e a preservarmos o potencial vital que ainda nos resta e, mais ainda, a desenvolvê-lo ao máximo para a honra e glória de Deus. Isto poderá ser feito através do cultivo de corretos hábitos de comunhão com o Criador, bem como com os de temperamça.

Mesmo num mundo caracterizado pela urbanização e suas frenéticas complicações, sempre que possível e as condições o permitam, deve-se desfrutar dos revigorantes remédios que a natureza pode ainda dispor, providenciados amorosamente pelo Criador: uso adequado da luz solar (nos horários recomendados), do ar puro, da água potável, do repouso satisfatório, do exercício ao ar livre, e de um regime equilibrado, o mais natural possível (que proveja quantidades adequadas diárias de carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e sais minerais). Lembrando ainda a abstinência de tudo o que for prejudicial, e acrescentando a prática do amor ao próximo, e da higiene mental, aliadas à confiança em Deus, o que grandemente contribui para o fortalecimento das defesas orgânicas de que tanto necessitamos.

Felizmente, estamos no final do processo de entropia em nosso planeta, e prestes ao estabelecimento de uma nova ordem e harmonia. Deus intervirá e criará um novo céu e uma nova Terra. O Éden será restaurado para nunca mais se repetir a história do mal. Nossa oração hoje deve ser para que, enquanto aqui estivermos, que Deus, na Sua providência, preserve nossa integridade física, mental, social, psicológica e espiritual, e que abrevie a volta de Seu Filho Jesus Cristo para pôr fim a toda esta onda de entropia e conseqüente degradação.

Maranata! – Ora, vem, Senhor Jesus!