Realizou-se em Budapeste, de 26 de junho a 1o de julho deste ano, sob a égide da UNESCO e do ICSU (Conselho Internacional para a Ciência) a “Conferência Mundial sobre Ciência para o Século XXI – Um Novo Compromisso”. O periódico “Nature and Resources“, editado pela UNESCO, em seu número de julho-setembro de 1999, apresentou o Relatório do evento, juntamente com a “Declaração sobre a Ciência e o Uso do Conhecimento Científico” que resultou dos debates levados a efeito naquele forum mundial.

Dado o interesse que nossos leitores poderiam mostrar com relação a este importante tema, damos abaixo o endereço do Secretariado da UNESCO para a Conferência, onde poderão ser obtidas outras informações mais abrangentes:

UNESCO, 7, Place de Fontenoy

75352 Paris, França

Fax: (33) (1) 45 68 85 23

e-mail: confsci@unesco.org

home-page: www.unesco.org.wcs

Desejamos ressaltar aqui um trecho do Preâmbulo da Declaração (Tópico 3), que é bastante ilustrativo quanto à importância que as estruturas conceituais podem assumir com relação ao nosso próprio procedimento na sociedade:

“O constante progresso do conhecimento científico relativo à origem, funções e evolução do universo e da vida, proporciona à humanidade abordagens conceituais e práticas que influenciam profundamente sua conduta e perspectivas.”

Outro trecho significativo (Tópico 31) defende a análise crítica dos problemas trazidos à consideração da Ciência, sob pontos de vista diversificados (vale dizer, sob estruturas conceituais distintas), o que é bastante encorajador para a defesa dos pontos de vista criacionistas junto ao estamento científico atual:

“A essência do pensamento científico é sua capacidade de examinar problemas sob diferentes perspectivas, e procurar explicações para os fenômenos naturais e sociais constantemente os submetendo à análise crítica. A Ciência, assim, fundamenta-se na crítica e na liberdade de pensamento, que são essenciais em um mundo democrático.”

Cremos que estes excertos poderão ser úteis para aqueles que, por qualquer razão, vejam-se envolvidos em questionamentos que lhes restrinjam o direito de manifestar sua abordagem conceitual discordante daquela do estamento científico, que nem sempre é tão democrático e aberto como defendido pela Declaração de Budapeste!