A semana é uma instituição com raízes que remontam à criação de nosso mundo, relacionando-se com um desígnio específico do Criador, conforme revelado no texto bíblico (Gênesis 1 a 2:3). Nada tem ela a ver com o movimento relativo da Terra e da Lua em torno do Sol, pois o seu número de dias não é submúltiplo nem do mês lunar nem do ano solar. Até hoje a semana, com os seus sete dias, e particularmente com seu sétimo dia instituído para a finalidade de rememorar a magnificente obra do Criador, mediante culto específico a Lhe ser prestado, permanece em seu todo como um memorial da Criação.

Ao se esquadrinhar como seria possível observar um dia específico da semana para prestar adoração ao Criador, em uma Terra esférica, com peculiaridades decorrentes de seu movimento devido à inclinação de seu eixo, sempre surgem perguntas com relação à aparente impossibilidade de caracterizar devidamente o dia de 24 horas – com suas partes clara e escura – nas regiões polares (ártica e antártica), em latitudes maiores do que a dos respectivos Círculos Polares.

De fato, hoje, com os modernos meios de comunicação, está amplamente divulgado o fato de que nessas regiões polares não só se presencia o “Sol da meia-noite”, como também “as trevas do meio-dia”, respectivamente nas estações de verão e inverno, em cada hemisfério.

Como caracterizar, então, o início e o fim de um dia de 24 horas, no caso em que não existe nem nascer nem pôr do Sol, durante meses, e conseqüentemente, como caracterizar a semana de sete dias, e ainda, como observar um dia da semana para adoração específica ao Criador?

Na nossa quarta capa apresentamos uma interessante composição fotográfica acompanhando o percurso aparente do Sol na região ártica, no decorrer de 24 horas, mediante fotografias sucessivas tiradas no verão, de hora em hora movimentando a câmara de maneira a completar um círculo de 360o . Nesta composição pode-se distinguir à esquerda o tão falado “Sol da meia-noite”. Evidentemente, não há o que apresentar em uma composição fotográfica análoga, com fotos tiradas no inverno, pois tudo estaria escuro!

Nas páginas seguintes, apresentamos figuras esquemáticas, com as respectivas explicações, indicando o movimento da Terra em torno do Sol, e em torno de seu próprio eixo, bem como o movimento aparente do Sol na região polar ártica, em várias épocas do ano, destacando, neste caso, o início e o fim dos períodos em que o Sol permanece sempre visível, ou sempre invisível. As considerações feitas ressaltam que em qualquer época do ano é perfeitamente possível caracterizar o início e o fim de um dia de 24 horas, mesmo não sendo observados o nascer e o pôr do Sol. Desta forma, mesmo nas inóspitas regiões polares fica caracterizado o ciclo semanal, e conseqüentemente a possibilidade de observar o dia estabelecido pelo próprio Criador como memorial de Sua obra criadora!