Em agosto de 1998 foi fundada nos Estados Unidos da América do Norte a sociedade civil intitulada “The Mars Society”, entidade que se propõe a atuar no sentido de incentivar a exploração do planeta Marte, e cuja declaração de princípios estabelecida por ocasião de sua fundação é bastante ilustrativa da preocupação que se encontra por detrás de todos os esforços que se desenvolvem com relação ao envio de sondas, tripuladas ou não, para o “Planeta Vermelho”.

Seguem alguns pontos da mencionada declaração:

“As sondas até hoje enviadas a Marte revelaram que o planeta no passado foi quente e úmido, adequado a proporcionar condições para a origem de vida. Mas isso realmente aconteceu? A pesquisa de fósseis na superfície de Marte, ou de microorganismos na água subterrânea, poderia dar uma resposta. Se fossem encontrados, isso mostraria que a origem da vida não é uma característica só de nosso planeta, e, por extensão, revelaria que o universo está cheio de vida, bem como provavelmente de seres inteligentes. … Isso seria a mais importante descoberta científica desde Copérnico.”

É interessante observar que na realidade o que se busca sofregamente, desde que caíu por terra a tese da geração espontânea (e que se chegou mais modernamente à conclusão de que existe uma probabilidade que indica a impossibilidade prática do surgimento da vida ao acaso, em face da “complexidade irredutível” que envolve todos os seres vivos), é demonstrar que o impossível acontece, se não aqui em nossa Terra, em outro planeta do Sistema Solar, ou ainda em qualquer outro ponto da nossa ou de outras galáxias.