Este artigo foi escrito pelo Dr. Ayalon a pedido dos Editores, dados os seus estudos sobre o assunto que permitiram torná-lo um “expert” na crítica dos esquemas evolucionistas utilizados na Cosmologia e na Cosmogonia. Seguem trechos selecionados do artigo em questão.

Introdução

Gênesis registra que, pelo mais perfeito sistema de controle de qualidade, a obra da criação foi certificada como sendo “muito boa” ( Gênesis 1:31). Paulo usa a palavra grega kalos (Primeira Epístola a Timóteo, 4:4) para se referir à qualidade dos objetos e seres criados, e que no Grego pode ser conceituada como “inerentemente boa sem necessariamente ser benevolente; balanço, proposição” (Spiros Zodhiates) – o bom ligado à beleza e à harmonia que se pode sentir no balanceamento, e alcança a idéia de equilíbrio – aspecto fundamental de um Universo muito bom. Como obra do Criador, nele Deus colocou Ordem e Harmonia num quadro de Grandeza, Energia e Beleza em graus extremos. Uma outra idéia implícita é “acabamento” (completeness em Inglês) que pode ser entendida como “perfeição“, contrapondo-se a “evolução“, que seria algo em construção. Na verdade, observe-se que há certo grau de aparente entropia, o que contraria também a hipótese evolucionista, Resumindo, é de se considerar a tese de Hermann Schneider (de Heidelberg) sobre “uma origem já devidamente estruturada” do Universo.

Três Conceitos Sobre a Situação do Universo

Os atuais conceitos básicos sobre o estado (e destino) do Universo são:

 

      1. fechado,

 

      1. aberto, e

 

    1. plano ou em equilíbrio.

Fred C. Adams (Universidade de Michigan) e Gregory Laughlin (Universidade da Califórnia, em Berkeley) resumem: “Um Universo fechado é destinado ao colapso sobre si mesmo. Um Universo aberto se expandirá sempre. Um Universo plano oscila entre aqueles” embora com algumas variantes.

As possibilidades dependem da densidade geral, um valor chamado de W o (ômega-zero). Um Universo plano é aquele em perfeito equilíbrio e define-se por W = 1 (densidade igual a 1). Se W o fosse maior que 1, mesmo que por muito pouco, o Universo conteria tanta massa/energia que sua auto-gravitação impediria a expansão (residual do “Big-Bang”) e puxaria tudo de volta a um “Big-Crunch“. Se W o fosse menor que 1, o Universo se expandiria “mais rápido que sua velocidade de escape, e continuaria se afastando sempre” em todas as suas partes.

Embora alguns estudos cheguem a apontar para W o o valor 0,2 ou 0,3, “muitos teóricos aceitam um valor exatamente igual a 1“. Tal posição parece combinar com a que emana das Escrituras Sagradas. Excluindo-se de consideração a hipótese W o > 1, que caracteriza um Universo fechado, lembre-se que a hipótese de W o < 1, um Universo aberto, está ligada ao “Big-Bang”, uma das suposições evolucionistas, com todas as suas derivações, como “inflação” (Guth), ou “steady state” (Burbidge), e dos parâmetros derivados: a “Constante de Hubble” e a “Radiação Cósmica de Fundo”, os dois fundamentos da chamada “grande explosão.

Portanto, só resta ao criacionista, W = 1, o que está de acordo com as promessas do Criador – nossas esperanças!

Matéria Faltante?

Seria um problema real para o caso de W = 1 a suposta falta de matéria? Aparentemente não! A densidade inferior a 1 estimada pelos partidários da expansão, atingindo o valor 0,1 ou até mesmo menor, é uma decorrência da hipótese do “Big-Bang”, pois as massas então se estariam separando, em velocidades sempre maiores, quanto mais distantes estivessem: é o valor Ho da Constante de Hubble. Mas essa “constante” tem-se demonstrado não efetiva no Universo, como se pode verificar na literatura especializada:

a) No emprego do “princípio variacional“, R. Brendt Tully procura mostrar a enorme variação de Ho, evidenciando assim a inconstância da constante de Hubble, no espaço;

  1. A constante de Hubble relaciona-se ao problema do achatamento, que exige um controle estrito da densidade de massa nos instantes iniciais do “Big-Bang”, pois, se o desvio relativo da densidade da massa crítica variasse de 10 -49 , nos 10 -35 segundos iniciais, isso: levaria ao recolapso, após curto intervalo de tempo, mesmo que a variação fosse somente ligeiramente maior; tornaria a formação das galáxias ainda mais improvável, se a variação fosse levemente menor (Schneider, já citado).

c) O conceito da constante cosmológica, que não tem qualquer base experimental, remonta a Einstein, que a considerava “a maior asneira de sua vida” (idem);

d) Com a introdução do “modelo inflacionário” (Guth), pareceu mais plausível o modelo padrão do “Big Bang”, embora contendo mais de vinte parâmetros independentes, resultado de intensas especulações denominadas “grandes teorias unificadas“, e que fazem predições (nenhuma delas verificada) sobre:

    • degradação do próton;

 

  • a existência de monopolos magnéticos com massas significativamente maiores que as do próton; e

 

  • neutrinos com massa em repouso não tendente a zero (ibidem);

e) A “gravidade quântica”, baseada em suposições contraditórias, é assim “uma teoria inexistente“, não podendo portanto apoiar a constante de Hubble;

f) O abandono geral da constante de Hubble ideológica, uma das hipóteses básicas do “Big-Bang”, e até certo momento, das Origens, segundo o evolucionismo, trocada ultimamente por outros parâmetros, estes sim físicos (Cooray, Chincarini, Tully, etc.).

A procura intensa de outros parâmetros e “lanternas” demonstra a insegurança geral dos cientistas com relação à constante de Hubble. Conseqüentemente, a idéia da expansão do Universo e portanto da matéria faltante, não subsiste. E a especulação sobre a “matéria escura” se não evidencia a existência de toda ou de parte da matéria faltante, pelo menos gera a desconfiança na tal expansão.

A Busca da Matéria Escura

As Correções de Massas e as Lentes Gravitacionais

Universo em Equilibrio desde a Criação

A tendência das últimas observações fazem ter-se segurança quanto ao Universo em equilíbrio, e pesquisas mostram que a insegurança gerada pelas suposições do “Big-Bang” logo se transformarão em lembranças apenas. Uma incursão pelas mais recentes pesquisas fundamentará as considerações.

Em estudo atual da evolução química de galáxias anãs irregulares e de compactas azuis (BCGs), Fields & Olive (Universidade de Minnesota) levantaram muitas dúvidas sobre a nucleossíntese do “Big-Bang”. Segundo eles, muitos modelos indicam que, nas BCGs, a formação de estrelas deve ocorrer em explosões estocásticas, “a menos que os sistemas sejam muito jovens”. Examinam a suposta interferência de supernovas (Lequeux et al., 1979; Matteucci & Chiose, 1983; Carigi et al., 1985; Della Ceca, Griffiths & Heckman, 1997; Skilman & Beriger, 1996) e mais recentemente da matéria escura (Bradamante, Matteucci, D’Ercol, Olive, Steigman & Walker, 1991), encontrando que a presença de Hélio primordial, “difere consistentemente”, e assim “sugerem a necessidade de reexaminar a propriedade dos ajustes lineares no contexto dos modelos detalhados de evolução química” devido às “incertezas da nucleossíntese“. Eles acham evidência adicional de que “o coração do problema do baixo nível de Hélio jaz nas estrelas mesmo”. (Ênfase do Autor). Esta situação é tão importante que põe em dúvida toda a estrutura da Astronomia, infelizmente baseada em muitos pressupostos evolucionistas (Constante de Hubble + Radiação Cósmica de Fundo = “Big – Bang”, e outros: Seqüência de Hertzsprung-Russel, Buracos Negros, Formação Estelar, etc.).

Dúvidas sobre as interações e conseqüentemente sobre alterações na morfologia ao nível das galáxias se encontram na literatura citada a seguir:

  • Zavatti, F. el al. (Bolonha) estudaram, a morfologia das galáxias dos Grupos Compactos de Hickson e, após idas e voltas, supresas e discrepâncias, concluíram que a tendência observada de haver mais elípticas no centro, “contradiz o fato (é mesmo real?) de que o puxão gravitacional partindo do centro do grupo distorceria as galáxias mais fortemente do que se estivesse na periferia ..”. o que, “se verdadeiro, trará sérias dúvidas sobre a possibilidade de estudar a evolução galática pelo comportamento de sua elipsidade, … e ainda pior para os evolucionistas, “esta dúvida é fortalecida pelo fato que … “a elipsidade parece depender também da distância do grupo a nós …” na Terra. (Ênfase do Autor).
  • Kelm & Palumbo (Bolonha), que trabalham sobre os mesmos Grupos Compactos de Hickson (HCGs) e galáxias markarianas (Seyferts) observam que “entretanto, se as fusões produzem galáxias E (elípticas) como geralmente afirmado (Toorme & Toomre 1972, Barnes 1989) seria de esperar uma mais eIevada fração de E sobre S (spirals = espirais) entre as galáxias mais brilhantes e mais azuis nos HCGs. Tal evidência não foi encontrada. Pelo contrário, as elípticas mais azuis são as mais pálidas (Zepf et al., 1991) e o número de elípticas “caixa” (“boxy ellipticals”, cuja morfologia é considerada uma prova de recentes fusões), é mais baixo nos HCGs que noutros ambientes (Dettoni & Fasono, 1993). Mais ainda, mesmo que as mais luminosas galáxias sejam elípticas, a fração de espirais no primeiro escalão é tão alta, quanto mais de 50%, indicando que as fusões são raras e preservam o tipo morfológico (Mendes de Oliveira, 1992)“. “As espirais barradas são às vezes associadas com interações e fortalecimento da taxa de formação de estrelas porque a barra é um instrumento de transporte dos gases da regiões externas para as internas duma galáxia. Entretanto não se achou evidência observacional de alguma diferença entre espirais com ou sem barra, pois as cores óticas e espectros infra-vermelhos característicos das espirais barradas e não barradas são similares … e assim os dados atualmente disponíveis mostram que a presença ou ausência da barra nas espirais dos HCGs não fazem diferença nos parâmetros costumeiramente associados à idade e à formação de estrelas“. (Ênfase do Autor).

O estudo da distribuição das galáxias típicas com 150 mil anos-luz de diâmetro e massa de 100 bilhões de sóis mostra que estão situadas a distâncias médias de 10 milhões de anos-luz. Com a velocidade de deslocamento de algumas centenas de km/s, a probabilidade de um choque entre galáxias é de 1 em 10 bilhões de anos. No caso de galáxias no interior de um aglomerado, por se encontrarem mais próximas, com distâncias médias de 1,6 milhões de anos-luz, a possibilidade de colisão seria de 1 a cada 15 milhões de anos” (Mourão).

A galáxia Cartwheel foi alvo de pesquisa do Telescópio Espacial Hubble (Goodwin, pp. 90-93) que não encontrou base para a suposição de uma passagem ou colisão:

 

  • “Há somenle duas galáxias perto da Cartwheel e suficientemente próximas para que pudessem recentemente tê-la atravessado e ocasionado uma onda de choque que viajasse através da galáxia. Mas estas são de longe menores, e se apresentam algo misteriosas aos astrônomos. Nenhuma tem a exata aparência que se esperaria, se houvessem há pouco passado pelo meio de uma galáxia muitas vezes maior.

 

  • “A Galáxia de cima se apresenta normal e não perturbada. Se ela houvesse recentemente cruzado a Cartwheel, a expectativa seria de ter uma aparência irregular devido ao material que lhe teria arrancado o puxão gravitacional de uma galáxia muito maior.
  • “A Galáxia inferior aparece como se tivesse sido perturbada por um cruzamento fechado. Mostrar-se-ia assim óbvia candidata, exceto que ela ainda possui gás que se calcularia haver sido retirado por uma passagem pela Galáxia Cartwheel. Este gás não pode ser visto, mas a cor azul reinante na galáxia mostra que há uma quantidade de jovens estrelas dentro dela, e que não se teriam formado se não houvesse gás na mesma”.

São contradições do determinismo na Astronomia. Quem vir a imagem da Cartwheel tomada pelo telescópio espacial exclamará: “Que coisa linda!”.

W. A. Harutyunian, da equipe de astrofísicos de Biuracan, Armênia, lembra que “a possibilidade de interpretar o desvio para o vermelho dos quasares por um mecanismo não-Doppler foi discutida por bastante tempo. Uma grande parte desse trabalho tem visado justificar o conceito que afirma serem os quasares objetos locais, ligados fisicamente a galáxias vizinhas”. “É bem claro que a localização dos quasares no Universo é excepcionalmente importante para a escolha de um modelo cosmológico para o Universo” (seria cosmogônico). “Os modelos cosmológicos (idem) mais conhecidos, no presente, são aqueles associados de uma ou outra maneira à idéia do ‘Big-Bang’.” Por outro lado, “à luz de dados observacionais novos, a idéia fundametnal do ‘Big-Bang’ está se tornando cada vez mais vulnerável“.

Em seguida, o Autor se refere a Burbidge (Astron. Astrophysics, 309, 9, 1996) que é favorável à criação da matéria, ainda que não por um Criador e que “rejeita o conceito anterior de serem os quasares exclusivamente locais“. Menciona o Autor a necessidade de mais pesquisa, e que “a idéia geral do ‘Big-Bang’ é naturalmente, uma extrapolação trivialíssima do fenômeno de recessão das galáxias” (círculo vicioso).

Conclusões

Adam Reiss, hoje na Universidade da Califórnia, em Berkeley, citado por Ann Finkbeiner, diz que as suposições diferentes de Universo em equilíbrio são não-físicas.

Battaner & Florido encontram ordem na imensidão:

  • Uma regularidade considerável está agora se tornando evidente“. “Assim, a distribuição dos superaglomerados na vizinhanqa do Superaglomerado Local apresenta tão notável periodicidade que alguma espécie de rede poderia dar forma à estrutura de grande escala que se observa“;
  • Na prática, o plano do Aglomerado Local coincide com o Plano Fundamental. “Há um notável alinhamento cruzando Draco, Ursa Maior, Leo, Hércules e o Grande Atrator, e uma longa cadeia de aglomerados menores terminando em Tucana. Outra direção fundamental perpendicular a essa, é igualmente fácil de identificar na linha que liga a alongada Concentração de Shapley, Hércules, o Grande Atrator e Perseus-Pegasus“;
  • E procuram mostrar que, apesar das grandes concentrações em Pisces-Cetus que podem deformar a rede, (bem identificáveis), as regularidades e periodicidades parecem estar de acordo com o plano tridimensional de uma “caixa de ovos“.

Chincarini, em estudo já citado (p. 291), refere-se a um “criador imaginário” (“imaginary maker”) que orientaria as decisões e os atos sobre a morfologia das galáxias, população, etc.( isto porque há sabedoria divina, na decisão “sobre cada galáxia quanto a forma e densidade“), e então lembra que “a morfologia é um parâmetro fundamental (Burstein 1994) na definição do Plano Fundamental“, sem indicar qualquer dúvida sobre sua aplicação no Universo.

As citações acima, entre outras, mostram que o Universo não somente está em equilibrio mas que há ordem e projeto no Universo. Não se constatando as grandes alterações postuladas pelo castastrofismo evolucionista, tem-se um Universo que nasceu estruturado.

Referências Bibliográficas

  1. Adams F. C. & G. Laughlin, Sky & Telescope, agosto, pp. 32-33.
  2. Chincarini, Guido, Astro Lett and Communications, 1995, vol. 31, pp. 285-297.
  3. Cooray, Asantha R., Astronomy & Astrophysics, 339,623-628. 1998.
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  5. Finkbeiner, Ann K. Sky & Telescope, setembro 1998, pp. 38-45.
  6. Goodwin, Simon. Hubble’s Universe, A Portrait of Our Cosmos, 1996, Viking Penguin. N.Y.
  7. Gross, A. K. et al., MNRAS 301: 81-94, (1998).
  8. Harutyunian, H. A. Astrophysics, vol. 41, nº 2, 1998, abril-junho, pp. 139-149.
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  11. Mechler, Gary, Galaxies & Other Deep Sky Objects, A Knopf, N.Y., 1996.
  12. Mourão, R. R. de F., Buracos Negros – Universo em Colapso. 6ª ed., Vozes, Petrópolis, 1997, pp. 97-101.
  13. Pizagno, J. & H.W. Rix The Astronomical Journal, 116:2191 – 2195, novembro, 1998.
  14. Schneider, H. Folha Criacionista, nº 38, março, 1988.
  15. Tully, R. Brendt et al., Astro Lett and Communications, 1995, vol. 31, pp. 329-335.
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  17. Wu, X. , et al., MNRAS 301:861-871, (1998).
  18. Zavatti, F. et .al., Astro Lett and Communications, 1995, vol. 31, pp. 317-319.
  19. Zodhiates, Spiros. The Hebrew-Greek Key Study Bible, NASB.

QUEM INVENTOU O TELESCÓPIO?

Em nossa Nota Editorial sobre “O Microscópio e as Células”, publicada na Folha Criacionista número 58, de março de 1998, destacamos que haviam sido encontrados em ruínas de cidades assírias, como Nínive, artefatos em forma de lente plano-convexa, de modo que, também pela extrema precisão dos registros astronômicos encontrados nos tabletes de argila descobertos na Mesopotâmia, se poderia inferir que lunetas teriam sido utilizadas na mais remota antigüidade para a observação astronômica.

A respeito deste assunto, o periódico “The Biblical Astronomer”, em seu número 89, volume 9, do verão de 1999, trouxe importante notícia sobre a publicação de um livro intitulado “La Scrittura Celeste“, de autoria do Professor Giovanni Pettinato, docente de Assiriologia na Universidade italiana “La Sapienza”, em Roma. Neste livro, o Professor Pettinato declara que realmente foram os assírios os inventores do telescópio. Esta sua declaração baseia-se em artefatos hoje guardados no Museu Britânico, e que incluem uma lente encontrada em 1850, em Nínive, pelo arqueólogo britânico Professor A. H. Layard.

O Professor Layard foi talvez o maior arqueólogo do século XIX, se não de todos os tempos. Destacou-se ele por ter usado a Bíblia para a descoberta dos sítios arqueológicos que explorou. Este seu método deixou embaraçados os ateus seus contemporâneos, que particularmente com relação à sua descoberta de Nínive, não aceitavam a descrição bíblica daquela grande cidade, achando ser ela um mito exagerado. As descobertas de Layard comprovaram que a atitude deles estava errada.

O Professor Pettinato correlaciona a mencionada lente com textos cuneiformes dos arquivos reais de Nínive, datados de 750 A. C., e que não se encontram no Museu Britânico. Esses textos foram traduzidos e publicados em 1992, e apresentam listas de bens que foram arrolados por vários setores da corte, e que incluíam “lentes” e “tubos de ouro”. Outros documentos mencionam que as “lentes” eram usadas pelos astrônomos da corte, com o propósito de “alargar a vista”.

O Professor Pettinato ressalta que as observações feitas pelos astrônomos da antigüidade não poderiam ter sido feitas a olho nu. De conformidade com declarações dele ao “Corriere de la Sera”, “o primeiro verdadeiro Compêndio de Astronomia é de origem babilônica, e certamente data de antes de 1000 A. C.. Nesta obra estão listadas 72 estrelas e constelações, bem como planetas.

Acrescenta ele, ainda, que existem mais de 4.000 textos cuneiformes sobre Astronomia, descobertos até agora. “Dentre esses documentos, que apresentam listas de não menos do que 4.000 estrelas, encontram-se textos que mostram como calcular o movimento do Sol, da Lua, e dos cinco planetas então conhecidos (Mercúrio, Venus, Marte, Júpiter e Saturno).

Paralelamente, deve ser considerado o fato de que o nome de Saturno, na língua de Babilônia, descreve a forma do planeta como sendo a de um arco com raios, o que coincide com a vista que se tem dele quando a visão de seus anéis está plenamente desenvolvida. Fica claro que na antigüidade se sabia que Saturno era mais do que um simples ponto luminoso, e que não se apresentava como esférico. Tal noção ou provinha de observações feitas por pessoas de extrema acuidade visual, ou pelo uso de intrumentação telescópica.