O texto bíblico apresenta o relato da Criação introduzindo uma unidade de medida do tempo – o dia. A duração desse dia da semana da Criação tem sido considerada de formas distintas, conforme a estrutura conceitual adotada, lançando-se mão de argumentos os mais variados para tentar caracterizar o que realmente o escritor bíblico desejava dizer. Esse assunto já foi tratado de maneira ampla nos números 52 e 53 da Folha Criacionista, nos quais foram apresentados diversos artigos abordando a questão sob os mais variados prismas.

Em conexão com esse assunto, surge sempre a pergunta: “como poderia ser caracterizado o conceito de dia nas regiões de grande latitude, acima (ou abaixo…) dos círculos polares, onde no verão o Sol não se põe durante praticamente seis meses ao ano?!”. É claro que essa pergunta, por sua vez, tem relação com o conceito de semana, e portanto com a observância de um dia da semana como dia santificado, próprio para a prestação de um culto especial ao Criador.

Robert Leo Odom, autor de numerosas obras sobre a observância do sétimo dia da semana, apresenta interessantes considerações a respeito da questão da observância de um dia da semana em um mundo esférico, em seu livro intitulado “The Lord’s Day on a Round World”, editado pela “The Southern Publishing Association”, Nashville, Tennessee, U. S. A., em 1946.

As considerações feitas nas páginas que antecedem esta quarta capa são um resumo ilustrativo da questão destacada acima.