É interessante observar como a questão da legislação educacional obrigando ou impedindo o ensino de ciências, quer sob a perspectiva criacionista, quer sob a perspectiva evolucionista, tem voltado à tona com freqüência ultimamente.

Um dos mais recentes livros sobre o famoso “Processo Scopes” – tema já abordado em nosso número anterior da Folha Criacionista – tem o título acima, tendo sido escrito por Edward J. Larson e publicado por Basic Books, N. York, em 1997.

Larson foi conselheiro do Comitê de Educação da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, e hoje é professor de História e de Direito na Universidade da Geórgia. Após ter escrito o livro “Trial and Error: The American Controversy over Creation and Evolution”, decidiu escrever este livro especificamente tratando do “Processo Scopes”, sendo ele o primeiro novo livro que vem a público sobre o tema nos últimos quarenta anos.

O CÉREBRO HUMANO

(De um artigo do Prof. Dr. Dunbar W. Smith, médico docente da Universidade de Loma Linda, U. S. A.)

“Em média o cérebro masculino pesa 1.400 gramas (o feminino tem 150 gramas menos, proporcionalmente à diferença entre os tamanhos médios das pessoas), o que corresponde a 1/40 do peso médio dos indivíduos. A inteligência não depende do peso do cérebro – um débil mental pode ter um cérebro volumoso e um gênio um cérebro diminuto. Proporcionalmente, os maiores cérebros de seres vivos são os de alguns pássaros e camundongos – 1/27 a 1/28 do seu peso. O cérebro de uma criança recém-nascida corresponde mais ou menos a 1/7 do seu corpo, constituindo um dos mais volumosos cérebros de nascituros dentro do reino animal. O cérebro de um elefante pesa 5 kg, mas isto não chega a ser 1/500 do seu peso total. Somente os elefantes e baleias têm cérebros maiores do que os seres humanos. Curiosamente, o leão tem apenas 600 gramas de massa encefálica, que é o dobro do que possui o tigre, embora o corpo de ambos tenha aproximadamente o mesmo peso.

O cérebro humano, que não chega a ter o tamanho de uma bola de futebol de salão, cabe em uma das mãos. Sua composição é de aproximadamente 76% de água. Tem a consistência de uma gelatina, tanto que, se não estivesse protegido pela caixa craniana, qualquer batida que o atingisse seria fatal; não sobreviveríamos!

O cérebro contém cerca de 15 bilhões de neurônios (células nervosas), e dez vezes mais células de suporte. Se Você tivesse 5 bilhões de reais em cédulas ou moedas de 1 real, e demorasse apenas 1 segundo para contar cada uma delas, levaria 2.000 anos para terminar a contagem, trabalhando ininterruptamente 8 horas por dia, durante 5 dias por semana! Perdemos aproximadamente 50.000 dos 15 bilhões de células nervosas cada dia. Esta perda ainda pode ser aumentada pelo uso de álcool e drogas que atuam sobre o cérebro. Em média um alcoólatra que morra com 40 anos já tem um cérebro devastado.

Apesar de o volume do cérebro corresponder apenas a cerca de 1/40 a 1/60 do total do corpo humano, ele requer cerca de 1/4 do Oxigênio que respiramos. Grande quantidade de ar fresco é necessária para o melhor funcionamento do cérebro. Se as células nervosas forem privadas do Oxigênio apenas por mais de 4 minutos, muitas morrerão. Após 8 minutos, a pessoa só poderá ter vida vegetativa – permanece viva fisicamente, mas não mentalmente. As células envolvidas no processo de pensamento praticamente desaparecem, embora as dos centros vitais permaneçam em função.

O cérebro é um órgão bastante complexo (na realidade, uma combinação de órgãos), o que torna a neuroanatomia (estudo do sistema nervoso central) um dos mais difíceis ramos da medicina.”