Na realidade, são conhecidos sítios de arte rupestre em mais de 120 países, desde os trópicos até a região ártica, com dezenas de milhões de desenhos, cujo número aumenta de ano a ano.

Na publicação da UNESCO Nature and Resources de julho-setembro de 1998 (vol. 34, nº 3, p. 53), são dadas notícias a respeito do trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Professor Anati, que hoje é o coordenador do projeto da UNESCO intitulado “World Archives of Rock Art Project”, destacando que o registro dessa massa de informações hoje existente constitui “a maior evidência direta de como os pré-humanos tornaram-se no princípio humanos, e desenvolveram então sistemas sociais complexos“, defendendo assim uma tese evolucionista.

É interessante observar que um raciocínio inteiramente oposto poderia também ser desenvolvido a favor da tese criacionista a partir das mesmas evidências, ainda mais usando-se a própria argumentação trazida em seguida na notícia do periódico da UNESCO anteriormentre citado. De fato, complementando o que foi transcrito acima, encontra-se o texto seguinte, que, apesar de ter intenção de reforçar a tese evolucionista, aponta não só para a unidade da raça humana, como também para as características que eram de se esperar na descendência de um ser originalmente criado com capacidade inata para se exprimir através da arte:

Nas figuras abaixo podem ser vistas duas pinturas rupestres bastante semelhantes, respectivamente encontradas na Patagônia (à esquerda), e na Austrália (à direita), ficando a cargo do leitor a interpretação das evidências.