A nossa capa deste número 62 da Folha Criacionista apresenta interessante ilustração da variação genética dentro de uma mesma espécie. A ilustração é retirada da publicação da Scientific American intitulada Evolution, de 1978, e consta do capítulo elaborado pelo famoso geneticista Francisco J. Ayala, que tem por título “The Mechanisms of Evolution”. Esta ilustração, até certo ponto, complementa a que apresentamos na quarta capa do número 60 da Folha Criacionista, que mostrou a diversidade das “raças” de cães.

A legenda da ilustração original destaca a grande variação genética que se encontra nas configurações das manchas coloridas das asas da “joaninha” Harmonia axyridis, espécie nativa da Sibéria, Japão, Coréia e China, variação essa que se evidencia de maneira discreta em função da sua distribuição geográfica.

As primeiras 3 linhas apresentam a variante 19-signata, com várias configurações de manchas pretas em fundo dourado, e até mesmo um indivíduo inteiramente preto.

A quarta linha apresenta a variante aulica, com um par de grandes manchas douradas em fundo preto.

A quinta linha apresenta a variante axyridis com fundo preto e manchas que variam do alaranjado para o avermelhado.

A sexta linha apresenta a variante spectabilis, com manchas vermelhas em fundo preto.

Acredita-se, conforme destaca a legenda, que as diferentes configurações das manchas coloridas são determinadas por uma série de formas variantes do mesmo gene, e que “embora sejam raras variações discretas e notáveis como esta, denominada polimorfismo, tipos de variações mais contínuas e menos notáveis são encontrados em todas as espécies vivas, incluindo a espécie humana.”

Não deixa de ser interessante que pouca gente se preocupe com as variações genéticas do cão ou da “joaninha”, mas praticamente todas as pessoas mostrem até mesmo preocupações exageradas com a diversidade da espécie humana. A propósito, na Folhinha Criacionista número 5 (encarte da Folha Criacionista número 60) havíamos apresentado ilustrações da diversidade das características fisionômicas do ser humano, e na terceira capa deste número da Folha Criacionista estamos apresentando algumas considerações adicionais sobre a caracterização das “raças” humanas.

A legenda da ilustração original da Scientific American termina afirmando que “as populações naturais abrigam grandes reservatórios de variações recessivas, que as possibilitam adaptar-se a ambientes em transformação”. Eis aí uma explicação inteiramente cabível, também dentro da estrutura conceitual criacionista, para a variedade de “raças” humanas!

Tipos Raciais (Encyclopaedia Britannica, Macropaedia, vol. 15, verbete Races of Mankind)

Do alto para baixo, e da esquerda para a direita: Asiáticos do Japão, Sudeste da Ásia, e Mongólia, Esquimó do Alasca, Europeus do Mediterrâneo e do Norte, Hotentote, Africano Ocidental, Índios da América do Norte e do Amazonas, Polinésio de Samoa, Micronésio das Ilhas Salomão, Aborígene Australiano, Melanésio da Nova Guiné, e Tipos Índico e Dravídico.

LIÇÕES RETIRADAS DA VIDA DAS BORBOLETAS

A observação da vida das borboletas nos dá lições que apontam para uma Criação planejada, com desígnio e propósito, e não para um processo evolutivo ao acaso. Nesse sentido, são feitas, a seguir, algumas poucas observações sobre esses frágeis insetos, que tanto se destacam dos demais pela beleza e variedade de padrões de coloração de suas asas (retiradas do artigo “Flutter by and by”, de E. Arthur Robertson, publicado na revista Creation Illustrated, vol. 2, nº 2, 1995).

A configuração e as cores das asas das borboletas resultam da disposição ordenada de milhares de minúsculas “escamas”, as quais, individualmente, somente podem ser percebidas ao microscópio, mas que em conjunto desempenham importantes tarefas, como a provisão de proteção pela camuflagem que proporcionam.

Apesar de voarem apenas a cerca de 20 km/h, as borboletas são capazes de longas migrações periódicas, aproveitando as correntes aéreas.

As borboletas alimentam-se de néctar, retirado pela sua “tromba”, das flores que visitam em seu vai-e-vem constante. Ao pousar sobre uma flor para retirar dela o néctar, alguns dos grãos de pólen daquela flor aderem a partes de seu corpo, sendo então transportados e depositados em outras flores, o que ocasiona, assim, a polinização cruzada, sem a qual não existiria a produção dos frutos. Somente as abelhas excedem às borboletas nessa tarefa de polinizar as plantas.

Algumas borboletas exalam substâncias químicas tóxicas, de odor desagradável, que assim mantêm à distância possíveis pássaros predadores, não só as protegendo, mas também ao mesmo tempo evitando que os pássaros possam ser envenenados se as devorarem.

A borboleta, ao pousar sobre uma folha para desovar, arranha a sua superfície com suas patas dianteiras, liberando substâncias químicas que a ajudam a identificar a planta. Ela procede então ao reconhecimento do local e à marcação do ambiente próprio para depositar os seus ovos, garantindo que cada lagarta que vier a nascer possa ter suficiente alimento para sobreviver. Diferentes variedades de borboletas escolhem diferentes variedades de plantas para a deposição de seus ovos.

O ciclo de vida das borboletas envolve quatro estágios distintos. Após a deposição dos ovos, eles eclodem e nasce uma lagarta, que troca de pele várias vezes, até se encasular e tornar-se uma crisálida, que então se transforma em borboleta, emergindo na forma adulta com toda a sua bela coloração das asas, para depois depositar os seus ovos e iniciar-se o ciclo novamente.

Talvez uma última lição a ser tirada da vida das borboletas, além das que apontam para a Criação, no passado, seja exatamente a da transformação da crisálida em borboleta, que aponta para a redenção, no futuro – “Eis que vos digo um mistério … seremos todos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta” (Segunda Epístola de São Paulo aos Coríntios, capítulo 15, versículo 51).


DIVERSIDADE RACIAL

Transcrevem-se a seguir alguns trechos da Encyclopaedia Britannica (Macropaedia, vol. 15, verbete Races of Mankind), abordando a questão da diversidade racial humana:

“Durante séculos esteve em vigor uma classificação das raças em função das mais óbvias características físicas manifestadas entre elas, como por exemplo a côr da pele, dos olhos, e dos cabelos. Das observações procedidas, surgiu a noção simples de alguns poucos agrupamentos com base tão somente na côr da pele – o homem branco, amarelo, vermelho e preto. … Entretanto, nem todas as pessoas de pele intrinsicamente preta têm uma origem genética comum. … Mas, de certa forma, as classificações feitas apresentam certa validade” (do ponto de vista taxonômico).

Na realidade, existe grande risco de quaisquer classificações dos seres humanos, mormente as feitas a partir do surgimento do darwinismo, induzirem a idéia de “raças” superiores e inferiores. E é exatamente o que se tem verificado na história, apesar de os próprios pesquisadores evolucionistas freqüentemente terem declarado que não se consegue distinguir qualquer associação eventual entre “raças” e caracteres como inteligência e comportamento.

A propósito, ainda na Encyclopaedia Britannica encontra-se este comentário:

“Os africanos importados como escravos para os Estados Unidos cedo demonstraram espírito e talento tais que os escravagistas, alarmados, foram levados a procurar uma justificação teórica para manter o regime escravocrata, e a proclamar leis contra a educação dos escravos, proibindo até mesmo a sua alfabetização.”

“O racismo, em sua forma mais simples, é a manifestação de falta de apreciação por qualquer grupamento de pessoas que constituam uma micro-raça, uma raça local, ou uma raça geográfica, resultando em tentativas de restringir as suas oportunidades econômicas, negar-lhes igual proteção legal, manter suas condições de inferioridade e utilizá-las como mão-de-obra barata”.

Em nossa terceira capa temos fotografias de pessoas representativas de vários tipos de “raças geográficas”, extraídas da Encyclopaedia Britannica, caracterizando o grande reservatório de variações recessivas inerente à população humana, cuja diversidade bem poderia ser comparada com a das “joaninhas”, mostradas em nossa primeira capa!

Editores Responsáveis da Folha Criacionista:

Ruy Carlos de Camargo Vieira e Rui Corrêa Vieira

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