O estudo de fósseis na América do Sul confirma a história de uma catástrofe global

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O estudo de fósseis é uma ciência antiga. Os egípcios e os gregos identificaram fósseis de animais marinhos. Leonardo da Vinci definiu fósseis como restos de organismos do passado, e Alessandro, seu compatriota, explicou sua presença nas montanhas como causada pela emergência de sedimentos do leito marinho (3). Durante o século 16, Gesner publicou um catálogo da primeira coleção européia de fósseis. Descobertas de fósseis e explicações quanto a sua origem seguiram-se uma após a outra, a partir do século 17.

Etimologicamente, fóssil significa algo extraído da terra. O termo é também aplicado a toda evidência de vida de um passado remoto. ………………….

Estratigrafia e fósseis

Durante o século 18, W. Smith propôs a caracterização das formações geológicas pelos fósseis nelas encontrados. Esse princípio é aplicado na paleontologia e na geologia (13). Muito embora uma sucessão ininterrupta de fósseis e rochas não seja encontrada em parte alguma do globo, os cientistas criaram uma coluna geológica ideal correlacionando fósseis e sedimentos de diferentes lugares, mormente da Europa (14). Para caracterizar cada período na coluna geológica, foram usados “fósseis-índices” ou “fósseis-padrão” – fósseis típicos achados naquele sedimento. Uma característica notável da coluna geológica é o surgimento e desaparecimento súbitos de alguns desses fósseis típicos, sem evidência de seus ancestrais diretos ou de seus descendentes(15).

A coluna estratigráfica pode ser interpretada com base em duas teorias ou modelos: uniformismo (ou atualismo) e catastrofismo (ou diluvialismo), para as quais voltaremos agora a nossa atenção.

O uniformismo como modelo

Diversos filósofos gregos sustentavam a teoria de que os fenômenos naturais atuais ajudavam a explicar acontecimentos do passado. Em 1788, J. Hutton adotou essa idéia ao desenvolver sua teoria da história da Terra, afirmando jamais ter observado “qualquer vestígio de um começo, nem qualquer previsão de um fim”. Essa teoria, aplicada à geologia e à paleontologia, é conhecida como uniformismo ou atualismo. Ela propõe que todos os fenômenos podem ser explicados como resultado de forças que têm operado uniformemente desde a origem da vida até o tempo presente. ……………………….

O catastrofismo como modelo

O conceito de uma catástrofe universal, como o dilúvio descrito na Bíblia, está presente em muitas tradições de cada continente (29). Serão essas tradições mera coincidência? Ou apontam para um cataclismo real, vividamente lembrado através de muitas gerações? Alguns autores, como Derek Ager, afirmam que os sedimentos da Terra foram depositados na e pela água, através de uma catástrofe. Esses autores sugerem ainda eventos catastróficos como a causa do aparecimento e desaparecimento de organismos no registro fóssil, embora a maioria deles não aceite a idéia de uma catástrofe global.

No fim do século 16, T. Burnet publicou um livro sobre a origem do mundo e sua destruição por um dilúvio, merecendo a apreciação de lsaac Newton. Grandes naturalistas do século 19, tais como Cuvier e D’Orbigny, também defenderam a teoria do dilúvio. Tentando ajustar o registro bíblico ao conhecimento científico de seu tempo, eles apresentaram interpretações que desacreditaram a Bíblia no mundo científico. ……………………

Conclusão

Que história os fósseis, incluindo os achados na América do Sul, nos contam? Eles falam de um enterro catastrófico por água em muitas áreas do mundo contradizendo assim o modelo uniformista. Um número crescente de geólogos modernos concorda com essa opinião, embora não admitam a teoria de um dilúvio universal. Nós, que nos apoiamos na história bíblica de um dilúvio universal, achamos no registro fóssil abundante evidência de que a superfície da Terra experimentou as convulsões de uma destruição catastrófica.

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