Editores

Uma vez posto que, à luz dos conhecimentos atuais, a criação dos céus e da terra é algo posterior à criação do Universo (como exposto no artigo anterior, e nesse sentido recomendamos também a leitura dos artigos que foram publicados sobre a Semana da Criação nos números 52 e 53 da Folha Criacionista), e que a vida é um fenômeno singular, conhecido por nós até o presente somente em nosso planeta, não deixa de surgir naturalmente a pergunta sobre a eventualidade de poder ser detectada a existência de vida, semelhante à que conhecemos, também em outros planetas, tanto do Sistema Solar como de outros possíveis sistemas planetários.

Decorre daí, evidentemente, todo o esforço da “jornada às estrelas” iniciada com o advento da “Era Espacial” em meados do século passado, e que tem merecido especialmente das grandes potências incentivos e vultosos recursos para a exploração não só de nosso Sistema Solar como também de astros situados nas imediações mais próximas de nosso Sol.

Apesar de esse esforço inegavelmente ter lançado muita luz sobre questões de interesse científico legítimo, a ponto até mesmo de poder sugerir justificativas para os investimentos bilionários feitos até hoje, pode-se vislumbrar que seu maior objetivo, na realidade, ou tem sido de natureza militar hegemônica, ou de tentativas para comprovar teses evolucionistas enraizadas no estamento científico de maneira também hegemônica, o que não deixa de ser lamentável e mesmo injustificável sob o ponto de vista da própria conceituação da ciência.

Neste artigo se faz um apanhado sobre tais esforços, com a intenção de despertar em nossos leitores o interesse pelo acompanhamento das iniciativas para a busca de vida extraterrestre que estão em curso. …

Detecção de Vida em Marte

A superfície do planeta Marte apresenta-se como um deserto árido e gélido, aparentemente hostil a qualquer forma de vida, porém os astrônomos acham que no passado ela foi coberta por lagos, rios, e possivelmente oceanos.

As primeiras tentativas de detectar diretamente a existência de vida em Marte foram feitas há mais de 25 anos com o “Projeto Viking”, que colocou na superfície do planeta duas sondas especialmente projetadas para colher amostras do solo e efetuar análises visando à detecção de material orgânico e vida. Por ocasião da divulgação dos resultados obtidos pelas sondas Viking, a Sociedade Criacionista Brasileira apresentou resumos críticos a respeito, que podem ser encontrados nos números 12 a 15 da Folha Criacionista.

Atualmente, o satélite da NASA “Mars Odissey”, em órbita ao redor de Marte, detectou grandes quantidades de gelo a alguns metros abaixo da sua superfície, e a sonda Beagle procurará na sub-superfície evidências sobre a possível existência atual ou remota, de extremófilos, ou seja, de microorganismos que vivem subterraneamente em extremas condições de pressão, temperatura e toxidez. Esses microorganismos representam uma espécie de forma de vida existente em formações rochosas, e muitos exemplos deles têm sido estudados na Terra, inclusive em algumas amostras de rochas recentemente encontradas a 4 km de profundidade em uma mina da África do Sul.

Como as sondas atuarão para detectar a existência de vida em Marte? Uma das diferenças entre a missão da Beagle-2 e as demais é que ela efetuará testes de matéria orgânica in situ. Se tudo correr bem, os braços mecânicos da Beagle-2 procurarão detectar traços de gases, compostos orgânicos e substâncias químicas complexas nas rochas situadas nas imediações, quebrando-as e moendo-as. Amostras de solo serão retiradas usando um robô que pode escavar sob a superfície. Um conjunto analisador de gases será usado para aquecer no forno as amostras de rochas e do solo coletadas, processar os gases liberados e analisá-los no espectrômetro de massa. O registro das temperaturas em que as amostras liberarão gás carbônico poderá permitir a detecção de um isótopo do Carbono que indicaria a existência de vida.

Outros testes procurarão detectar metano, já que os extremófilos se alimentam reduzindo o dióxido de Carbono em metano. Na superfície, o metano é destruído rapidamente por reações químicas, e se o Beagle-2 detectar mesmo que sejam níveis mínimos de metano, deverá ser suposta a existência de uma fonte contínua de produção, ocasionada provavelmente por atividade biológica.

Vamos esperar pelo sucesso das missões da Beagle-2 e dos robôs do Projeto “Mars Explorer” e pelas notícias que então serão divulgadas!

Planetas e luas sem forma e vazios

… Partindo da suposição de que nosso planeta teria sido criado juntamente com o Sistema Solar (o que não deixa de ser razoável até mesmo pela consideração do texto bíblico da Criação, que faz menção aos dias da Criação, e a existência de dias pressupõe não só a rotação da Terra, mas também seu posicionamento em órbita em torno do Sol), têm sido propostos dois modelos para a criação do Sistema Solar.

O primeiro modelo defende a criação da Terra – incluindo a sua modelagem para ter as condições necessárias para a existência da vida, bem como a própria vida em todas as suas manifestações – na semana da Criação, juntamente com a criação do Sistema Solar.

Neste primeiro caso, a semana da Criação corresponde portanto ao período da criação do Sistema Solar, juntamente com a modelagem da Terra para abrigar a vida, tendo os demais planetas e luas do Sistema Solar (criados nesta semana simultaneamente com a Terra) permanecido sem forma e vazios.

O segundo modelo defende a criação do Sistema Solar, com todos os planetas (inclusive a Terra), e suas luas, em época indeterminada, anteriormente à semana da Criação, todos sem forma e vazios.

Neste segundo caso, a semana da Criação relatada em Gênesis corresponde portanto somente ao período de modelagem da Terra (que sucedeu o período indeterminado desde a criação do Sistema Solar) para ter as condições necessárias para a existência da vida, bem como a própria vida em todas as suas manifestações. Neste segundo caso, ainda, os demais planetas e luas do Sistema Solar teriam permanecido em seu estado original, sem forma e vazios, como eram desde o início da época indeterminada que precedeu a semana da Criação.

Assim, em qualquer dos dois modelos propostos para a criação da Terra em conexão com o Sistema Solar, evidencia-se a peculiaridade de nosso planeta dentro da “família solar” no sentido de ser o único a ter sido modelado para abrigar a vida. Nem antes nem depois da semana da Criação qualquer outro planeta ou lua do Sistema Solar jamais foi modelado para abrigar vida em qualquer de suas manifestações conhecidas por nós aqui na Terra. E é isso o que as explorações espaciais modernas têm revelado, de forma verdadeiramente científica!

(Leia todo o artigo na Revista Criacionista)