A revista TIME de 19 de abril de 2000 foi dedicada a “Visões do Espaço e da Ciência”, em um ensaio de futurologia que tentou abordar questões candentes cujas respostas sem dúvida têm sido procuradas avidamente não só pela ciência como também pelo público em geral, mas que ainda estão longe de serem dadas de maneira satisfatória e com fundamentação adequada. Dentre essas questões, uma delas é a que consta no título acima, que levou ao articulista Frederic Golden a discorrer sobre o assunto (evidentemente sob a moldura evolucionista, embora até certo ponto crítica), e que transcrevemos a seguir, para ressaltar a nossos leitores o tipo de abordagem geral dada pelos evolucionistas a essa questão da vida extraterrestre, em comparação com a moldura criacionista.

Muito tempo se passou desde o ano 1600, quando Giordano Bruno, um sacerdote católico de Nápoles, despido de seus hábitos sacerdotais, foi queimado na fogueira, devido, entre outras coisas, à sua convicção de que poderiam existir outros mundos e formas de vida além da Terra. Na nossa era de “jornada às estrelas”, entretanto, torna-se quase uma heresia não crer na vida extraterrestre. Pesquisas de opinião mostram que 54% dos americanos estão convencidos de que existem seres alienígenas pelo espaço a fora, isso para não mencionarmos a significativa percentagem de 30% que acha que já fomos visitados por eles em nosso planeta.

Se realmente existir vida algures no Universo, qual seria a probabilidade de a encontrarmos ainda enquanto nós ou nossos filhos estivermos vivos? A busca dos extraterrestres, de qualquer forma, exige bastante fé. Tem-se de acreditar que não sejam peculiares à Terra as condições para a existência de vida (água no estado líqüido, temperaturas condizentes, proteção contra radiações letais provenientes do espaço), bem como que, sob circunstâncias adequadas, a vida possa surgir bastante facilmente, e ainda, que, se essa vida chegar a atingir um nível suficientemente avançado para comunicar a sua presença, ela não chegará a se auto-destruir em uma guerra nuclear ou em uma degradação ambiental antes de se manifestar aos terráqueos.

São, esses, muitos condicionamentos para serem engolidos pelos cientistas céticos. Como dizia o físico italiano Enrico Fermi, se existem tantos extraterrestres por aí, por que não se comunicam conosco?!
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Drake, na realidade, não conseguiu detectar nada, nem um bip sequer. Nem ninguém mais conseguiu, até hoje. Mesmo após gastar muitos milhares de horas escaneando o céu em milhares de freqüências, a um custo de mais de 100 milhões de dólares nas últimas quatro décadas, os astrônomos ainda estão por detectar um único sinal fidedigno, embora a estrela mais longínqua investigada estivesse relativamente perto (somente à distância de 1% do diâmetro de nossa galáxia).

Drake, já com 70 anos, autor da fórmula que leva seu nome, para o cálculo do número possível de civilizações tecnologicamente avançadas em nossa galáxia (a Via Láctea), ainda se mantém firmemente convencido de que estará a postos quando finalmente uma delas se manifestar. “Estamos somente no início de nossa busca”, afirma ele, que reconhece que existem cerca de 10.000 mundos com alta tecnologia espalhados em nossa galáxia, que por sua vez contém 100 bilhões ou mais de estrelas. Esses são números bem mais modestos do que a estimativa do falecido Carl Sagan – 1 milhão de civilizações inteligentes somente em nossa galáxia, uma das talvez 100 bilhões de galáxias espalhadas pelo Universo.

Durante anos o Congresso Americano financiou várias iniciativas do Projeto SETI, até que os fundos federais foram cortados em 1993, em função do estigma político de estar pagando para procurar os “pequenos homens verdes”, como os céticos gostam de dizer. Não obstante, a NASA continua a busca de vida fora da Terra (mesmo que seja apenas de pequenos “insetos verdes”), sob a denominação politicamente mais palatável de “Astrobiologia”. Hoje mesmo, a NASA está observando a poeirenta superfície de Marte (sobre a qual supostamente escoou água no passado) e o provável oceano sob a superfície gelada de Europa, lua de Júpiter, como locais propícios a formas de vida primitiva.

Um alarme falso recente: os tão falados meteoritos marcianos encontrados na Antártida aparentemente não contêm evidências convincentes da existência de microorganismos no Planeta Vermelho, como alegado inicialmente.

(Leia todo o artigo na Revista Criacionista)