Introdução
Nas duas últimas décadas do Século XX e no início deste século, três grandes doenças preocupam as autoridades sanitárias do planeta, levando ao surgimento de epidemias, causando a morte de milhares a milhões de pessoas.
A AIDS, a SARS e a Gripe Aviar (“Gripe do frango”), e a Encefalopatia Espongiforme (“Mal da vaca louca”) são doenças fatais, diferentes entre si, mas que igualmente têm causado pânico, comoção social e até discriminação.
Três dentre elas surgiram a partir de animais chamados de “reservatórios” naturais dos vírus causadores das doenças.
O capítulo 11 do Livro da Bíblia intitulado “Levítico”, contém uma lista de animais considerados imundos. Hoje se sabe que os animais assim descritos são reservatórios naturais de certos microorganismos patológicos (parasitas, vírus, bactérias e fungos) que podem causar doenças!
Todos os seres vivos abrigam microorganismos (flora microbiológica normal), mas os animais listados como imundos hospedam microorganismos patológicos. É ilustrativo o caso do gato, cujo consumo como alimento é proibido no Brasil, por hospedar o parasita Toxoplasma gondii, causador da toxoplasmose.
Lemos na Bíblia em Levítico 11:46 “Esta é a lei dos animais, e das aves, e de peixes … para fazer diferença entre o imundo e o limpo e entre os animais que se podem comer e os animais que se não podem comer.” Quando Deus classificou os animais como limpos e imundos estava colocando uma restrição para a alimentação humana com aqueles que são nocivos. Os animais, em geral, convivem com determinados vírus ou parasitas, em uma relação de simbiose. Entretanto alguns desses vírus ou parasitas se forem ingeridos pelo homem poderão lhe causar doenças.

O termo “imundo” foi uma medida sanitária instituída por Deus para o controle da qualidade do consumo de produtos cárneos. Hoje (3500 anos depois) um controle de qualidade similar é feito em nosso país pelos Ministérios da Agricultura (Serviço de Inspeção Federal) e da Saúde (Agência de Vigilância Sanitária).
Orientações Milenares e Universais
O teor do capítulo 11 de Levítico é conhecido por judeus, cristãos e muçulmanos, embora alguns se oponham a obedecer às suas orientações.
Uma análise puramente científica não só do capítulo 11 de Levítico, mas das Leis de Saúde que Moisés recebeu diretamente de Deus para os Israelitas, nos faz perceber nesses textos princípios gerais de higiene, profilaxia e prevenção.

As regras relativas ao consumo de carne de animais, classificados na época como “imundos e limpos”, há um século e meio foram ampliadas, diante das descobertas feitas pela Microbiologia desde os tempos de Pasteur. Bactérias, vírus, parasitas e fungos foram sendo trazidos à luz pelo microscópio, e apontados como os responsáveis por doenças que até então eram tidas simplesmente como “castigos divinos”. Na realidade, Deus já havia há milênios dado orientação à humanidade para evitar muitas doenças, no texto inspirado do Livro de Levítico.

Apesar da Gripe Espanhola levar esse nome, ela não se originou na Espanha, mas no Oriente, e matou mais que a Peste Negra na Idade Média e a Primeira Guerra Mundial juntas. Pandemias como esta de 1919, que infectou um bilhão de pessoas e matou outras 22 milhões em um só ano, tiveram como responsável um vírus da família Influenza, cujos reservatórios naturais são os porcos.
Símbolo dos animais imundos de Levítico 11, o porco já foi muito condenado e defendido também; mas anualmente, dos criadouros de porcos de vilarejos asiáticos saem hoje por todo mundo, cepas virais novas, trazendo a nossa “Gripe de cada Ano”. Sem perspectivas de vacinas, a gripe segue seu ciclo anual vindo em tese diretamente dos focinhos úmidos dos porcos, para o nosso nariz!

É o convívio com os animais e o consumo da sua carne, que trazem aos seres humanos doenças como a Gripe comum, a SARS, a Gripe Aviar e ainda dezenas de outras doenças.

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