A GRANDE CATÁSTROFE UNIVERSAL – O DILÚVIO

O que a “Coluna Geológica” diz sobre a verdade da Criação
e da Catástrofe do Dilúvio Universal?

Por que e como foram extintos aqueles terríveis dinossauros? Muitas idéias têm sido propostas. Certo artigo científico faz uma lista de 40 possíveis razões, abrangendo desde sua falta de inteligência até alterações no valor da constante gravitacional. (1) Considerações mais recentes sugerem a possibilidade de um imenso asteróide, contendo o elemento químico Irídio, ter atingido a Terra, causando uma gigantesca catástrofe que destruiu os dinossauros e muitas outras formas de vida. Esta emocionante idéia é especialmente divulgada pelos meios de comunicação e pelos geofísicos, embora grupos significativos de outros cientistas – especialmente paleontologistas, que estudam os fósseis – pensem que outros fatores, como o calor ou os vulcões, tenham causado a extinção dos dinossauros. (2)

Cientistas que crêem na Bíblia como a Palavra de Deus interpretam a história da vida na Terra de forma diferente, vendo no dilúvio universal descrito no Livro de Gênesis (capítulos 6 a 8) o terrível acontecimento que teria destruído os dinossauros e ocasionado a formação das principais camadas sedimentares fossilíferas da crosta terrestre. Esta maneira de ver, atualmente, não é aceita nos círculos científicos, embora o tivesse sido bastante no passado. A variedade de idéias sobre a extinção dos dinossauros nos alerta para sermos cautelosos na interpretação de um passado que não podemos observar hoje. (3)

Uma Questão Crucial

Ciência ou Bíblia – qual das duas exprime a verdade? As diferenças entre o modelo evolutivo científico e o modelo criacionista bíblico são gritantes e dificilmente poderiam ser maiores. E isto não apenas sobre a extinção dos dinossauros. O modelo evolutivo propõe que a vida tenha se originado por si mesma há bilhões de anos, e então evoluído em direção a formas cada vez mais avançadas, até culminar na formação dos seres humanos. O modelo criacionista, como exposto na Bíblia, propõe que Deus criou formas básicas de vida, incluindo o ser humano, há alguns milênios. Devido à pecaminosidade da humanidade, a criação original foi destruída pelo dilúvio universal.

A interpretação da disposição dos fósseis naquilo que denominamos de coluna geológica tem muito a revelar sobre cada um desses dois modelos. (4) E, mais importante ainda, esses modelos podem afetar profundamente nossa visão de mundo. Estamos aqui somente como resultado de um processo evolutivo prolongado, mecanicista, sem desígnio, ou fomos criados à imagem de Deus, com propósito, responsabilidade e esperança de futura vida eterna, como indicado na Bíblia? Muitos têm-se debatido com estas questões, e muitos ainda continuam a se debater.

A “Coluna Geológica” – o que vem ser?

A coluna geológica completa não é algo que possa ser encontrado nas camadas de rocha que formam a crosta da Terra. Ela é mais parecida com um mapa – uma representação da ordem geral das camadas sedimentares na superfície da Terra. As camadas inferiores, que deveriam ter sido depositadas primeiro, situam-se na base da coluna, e as mais recentes situam-se no topo da coluna, como as encontramos na natureza. Ao olharmos para locais que sofreram erosão intensa, como o Grand Canyon, nos Estados Unidos (Figura 1), estamos vendo uma parte significativa da coluna geológica representada por camadas que naquele local são excepcionalmente espessas. Pode-se também considerar a coluna geológica como um corte feito em um bolo de várias camadas. No corte, as várias camadas apresentam-se na ordem em que foram dispostas no bolo. De maneira semelhante, se cortássemos uma fatia vertical das encostas do Grand Canyon, teríamos a coluna geológica local formada pelas diversas camadas sedimentares.

Como é usual no estudo da natureza, o quadro real é complicado. Freqüentemente, em muitos locais inexistem algumas das camadas da coluna geológica que existem em outros locais. Em lugar algum se encontra uma coluna geológica completa, e somente em poucos lugares estão bem representadas as principais divisões da coluna geológica completa. A coluna geológica completa é algo ideal que representa todas as camadas sedimentares da crosta da Terra na sua ordem “esperada”. Esta coluna geológica completa foi sendo construída pacientemente à medida em que paleontologistas comparavam entre si as seqüências de fósseis das colunas geológicas locais. Observa-se que algumas espécies de fósseis, como os trilobitas (semelhantes a caranguejos), situavam-se abaixo dos dinossauros, e estes abaixo dos elefantes. Uma amostra de alguns organismos característicos encontrados nas principais partes da coluna geológica completa está ilustrada na Figura 2. A coluna apresenta uma impressionante diferença entre sua parte inferior correspondente ao Pré-Cambriano – onde os fósseis são muito raros, e essencialmente de tamanho microscópico – e a parte superior correspondente ao Fanerozóico – onde os fósseis são comparativamente abundantes e representam grande variedade de organismos de porte bem maior. Muito poucos tipos de organismos maiores, e muito singulares (Fauna Ediacara) são encontrados imediatamente abaixo do Fanerozóico.

Quão Confiável é a “Coluna Geológica”?

Ao olharmos para o Grand Canyon (Figura 1), não nos alertamos para o fato de que ali inexistem importantes partes da coluna geológica completa. Embora o período Cambriano esteja representado (camadas logo acima da seta à esquerda na Figura 1), os períodos Ordoviciano e Siluriano estão ausentes. Além do mais, as eras Mesozóica e Cenozóica (Ver a Figura 2 para a terminologia) também não estão presentes, pois consistem de camadas que estariam acima da encosta do Canyon. Como a coluna geológica completa é montada a partir de seqüências existentes em diferentes locais, e como partes dela freqüentemente não estão presentes no mesmo local, que confiança podemos depositar na precisão de sua montagem? E existem, ainda, alguns locais em que partes normalmente na base da coluna geológica completa encontram-se acima das partes do seu topo. Explica-se que estas são áreas de perturbação nas quais as camadas inferiores foram carreadas para cima de camadas mais recentes. A despeito dessas debilidades, na maioria das regiões do mundo a coluna geológica geralmente encontra-se na ordem “correta”, e notavelmente confiável.

(Leia todo o artigo com Figuras na Revista Criacionista)