Nossa Capa

Nossa capa apresenta uma criação artística de Mir/Zilber, a partir de Fotos Keystone e Stock Photos, que foi apresentada na capa da revista “Médicos”, Ano II, n0 6 – janeiro/fevereiro de 1999. A citada revista é uma publicação bimestral do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, e apresenta interessantes artigos sobre pesquisa, assistência e ensino na área médica.

Não deixa de ser digna de nota a concepção artística dessa capa, especialmente porque aparece como subtítulo, como se fosse legenda da figura, a expressão “OS PARCEIROS DA CRIAÇÃO”. E, se observarmos com atenção, veremos como pano de fundo um intrincado mecanismo de relojoaria, que nos faz lembrar imediatamente da argumentação clássica de William Paley publicada no final dos anos 1700 em seu livro famoso, intitulado Teologia Natural, a favor da existência de Deus – a enorme complexidade do corpo humano aponta para uma realidade que comprova a existência de um Criador!

A existência de um relógio aponta inexoravelmente para um relojoeiro!

E podemos observar, na figura, a feliz idéia de substituir uma das engrenagens do complicado mecanismo apresentado, por uma peça que encerra dentro de si outra estrutura extremamente complexa, que vem a ser um trecho da dupla hélice de DNA.

Para avaliarmos a quantidade de informação contida em uma simples espira dessa dupla hélice de DNA, apresentamos na segunda capa, ao lado, a comparação da densidade de informação contida em uma microficha que comporta 1245 páginas de uma edição completa da Bíblia (a menor Bíblia do mundo), com a que é contida em uma espira de DNA de 3,4 x 2,0 nanômetros (1 nanômetro = um milionésimo de milímetro). A informação contida nessa micro-espira de DNA equivale à que é contida em 7,7 bilhões de Bíblias miniaturizadas como a da microficha!

Apenas a título de comparação, para ilustrar o milagre do armazenamento da informação na dupla hélice do DNA, pode-se lembrar que, em cada 2 segundos, é publicado no mundo um artigo científico. Em cada 6 minutos, só na Alemanha, um novo livro é publicado. Estima-se que todo o conhecimento acumulado em livros corresponda a 1016, ou no máximo a 1017 bits. (Na Teoria da Informação, na codificação binária, um bit tem dois possíveis valores – “zero”, ou “um”). Esta mesma gigantesca quantidade de informação poderia ser armazenada em um volume de 0,00001 cm3 (1 centésimo de milímetro cúbico) de material genético!

A densidade de informação contida em computadores é da ordem de 103 a 104 bit/cm3. Na molécula de DNA a informação está armazenada com a incrível densidade de 1021 bit/cm3.

No material genético das moléculas de DNA é encontrada a maior densidade de informação jamais imaginada!

Em face dessa organização encontrada no interior de uma pequena fração de cromossomo localizado no minúsculo núcleo da menor e mais simples célula, deveríamos juntar nossas vozes com o Salmista, elevando a Deus a nossa humilde prece: “Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da Tua lei”!

Editorial

Ao estarmos chegando às vésperas do tão esperado ano 2.000, com suas expectativas ao mesmo tempo de “paz e segurança”, e de catástrofes “apocalípticas”, não podemos deixar de agradecer ao Criador pela possibilidade que tivemos de dar continuidade ao trabalho de divulgação da controvérsia entre o Criacionismo e o Evolucionismo, ao longo da última metade deste século, com a intenção de esclarecer os fundamentos básicos que estão envolvidos nessa questão, esforçando-nos por fazer chegar às mãos dos interessados uma literatura que nem sempre é de fácil acesso.

Alegram-nos particularmente dois fatos concretos ao iniciarmos este ano de 1999.

Primeiramente, podemos observar que cada vez mais engrossa o coro de vozes abalizadas que se levantam para questionar aspectos gerais e específicos da doutrina evolucionista, em vários campos do saber. Para o observador atento, não envolvido diretamente pela estrutura conceitual evolucionista, torna-se patente que se está caminhando a passos largos para uma “revolução científica” nos moldes tão bem expostos por Thomas Kuhn em seu conhecido livro que aponta para os momentos em que se torna necessária uma mudança de paradigma, como decorrência da inexorável marcha em busca do conhecimento.

Em segundo lugar, olhando para trás, verificamos com satisfação que também tem engrossado em nosso país o contingente daqueles que, até mesmo com sacrifícios de ordem pessoal, têm-se dedicado à divulgação das teses criacionistas, em contraposição às evolucionistas, em vários campos de atividades – em escolas, em igrejas, e em ambientes outros, mediante publicação de livros e de periódicos, e por numerosas outras maneiras que se tornaram pouco a pouco disponíveis através do rápido desenvolvimento dos meios de comunicação presenciado nas últimas décadas.

Neste número da Folha Criacionista, por exemplo, temos artigos escritos por jovens doutores criacionistas formados nas melhores Universidades do país, e que também têm participado ativamente na divulgação do Criacionismo em eventos os mais variados. Encontramos também notícias sobre publicações que vão sendo feitas em Português, e que vão preenchendo vazios de longa data detectados.

Acontecimentos veiculados pela imprensa vão também despertando a atenção de um número crescente de pessoas que se dispõem a procurar por si mesmas a veracidade das notícias que envolvem a tomada de uma posição em face do conflito “ideológico” entre o Evolucionismo e o Criacionismo. Tal é o caso, recentemente, da legislação de alguns Estados americanos que passaram a exigir a apresentação do Evolucionismo nas escolas não como uma verdade científica, mas como uma hipótese de trabalho, ou uma teoria ainda em busca de comprovação.

Esperamos que este sexagésimo número da Folha Criacionista possa servir de maneira efetiva como fonte de referência para os que desejarem aprofundar seus estudos sobre a grande controvérsia do século que está prestes a findar, e que, pelos indícios disponíveis, aparentemente virá a ser descartada logo no início do próximo século.

Os Editores Responsáveis da Folha Criacionista

Ruy Carlos de Camargo Vieira e Rui Corrêa Vieira

A reprodução total ou parcial dos textos publicados na Folha Criacionista poderá ser feita apenas com a autorização expressa da Sociedade Criacionista Brasileira, que detém permissão de tradução das sociedades congêneres, e direitos autorais das matérias da autoria de seus Editores.

ARTIGOS

EVANGELISMO PARA O PR�XIMO MIL�NIO
Ken Ham

O MODELO DO “BIG BANG”: UMA AVALIA��O
Mart de Groot

TEMPO: UM PROBLEMA PARA OS MODELOS DA HIST�RIA DA TERRA
Urias Echterhoff Takatohi

OS GIGANTES E O NOVO MUNDO
Roberto Cesar de Azevedo

A CONCEP��O LING��STICA DE LUIZ CALDAS TIBIRI��
Nota Editorial da Sociedade Criacionista Brasileira

NOTÍCIAS

REVIS�O CR�TICA DO LIVRO DE THOMAS C. CURTIS
“A ORIGEM DAS L�NGUAS: UMA S�NTESE”

GUILHERME STEIN JR. E A ORIGEM COMUM DAS L�NGUAS E DAS RELIGI�ES

A LINGUAGEM HUMANA

LAN�AMENTO DO LIVRO DE MICHELSON BORGES
“A HIST�RIA DA VIDA – DE ONDE VIEMOS, PARA ONDE VAMOS”

LIVROS CRIACIONISTAS EM ESPANHOL

LIVROS RECENTES DA A.B.P.C.

NOVA PUBLICA��O DA EDITORA DA UNIVERSIDADE DE SANTO AMARO

O FILME “HERDEIROS DO VENTO”

NOTA DE RECONHECIMENTO

A ENTROPIA QUE NOS ATINGE: PODEMOS SUPER�-LA?

A VIDA NA TERRA

LEIBNITZ – CI�NCIA E FILOSOFIA

CAPA ORIGINAL